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O Sofrimento não é o Caminho – Sujata e Buda

25 maio 2018 / By NANDAN

O Sofrimento não é o Caminho – Sujata e o Buda  

Quando ainda estava na busca da Verdade, o Buda quase morreu. 

Na região de Uruvela na aldeia de Sena, que atualmente é conhecido como o Vilarejo de Sujata na região de Bodh Gaya.

O Buda era ainda conhecido como Sidarta Gautama. Ele encontrou perto das margens do rio Niranjana cinco monges que faziam duras práticas meditativas.

Sidarta ficou surpreso ao ver como eles controlavam a mente e a respiração.

Eles estavam levando uma vida muito disciplinada, vivendo com quase nada e fazendo seu corpo sofrer para alcançar poderes espirituais.

Sidarta uniu-se a eles e treinou nos mais rígidos rituais. Ele meditou sobre as austeridades e causou uma intensa dor em seu corpo.

Durante seis longos anos, o Buda realizou essas práticas, mas a saúde do Buda foi deteriorando. Seu peso foi reduzido pela metade e ele parecia um esqueleto ambulante.

Pode-se encontrar em templos, pinturas e esculturas do Buda nessa época.

Uma vez o Buda estava tomando um banho no rio Niranjana e ele quase não conseguiu sair do rio. Quando ele chegou em sua cabana, ele caiu por causa de sua fraqueza. As pessoas achavam que Buda tinha morrido.

 

 

 

Naquela época, numa aldeia vizinha chamada Senani, vivia uma princesa muito jovem, bonita e rica chamada Sujata, que queria um marido de igual nível e um filho. Ela esperou por muitos anos e não teve sucesso.

As pessoas lhe disseram que ela deveria ir a uma certa árvore Banyan (tipo figueira) perto do rio Niranjana e rezar para que o deus-árvore lhe desse um marido e um filho.

Ela fez como as pessoas lhe disseram e mais tarde ela conseguiu se casar com um jovem e eles tiveram um filho adorável. Ela ficou extremamente feliz e decidiu cumprir sua promessa ao deus-árvore por ter lhe atendido seu desejo.

Sujata tinha mil vacas e as alimentava com trepadeiras doces, para que o leite de vaca ficasse doce.

Ela ordenhou essas mil vacas e usou esse leite para alimentar quinhentas vacas, depois ordenhou essas 500 vacas e usou esse leite para alimentar 250 vacas e continuou assim por diante até que alimentou apenas oito vacas.

Ela fez isso para obter o leite mais doce e nutritivo, para fazer um delicioso leite doce com arroz como oferenda ao deus-árvore.

Enquanto ela estava preparando o leite, ela ficou surpresa ao ver sua serva correndo de volta da árvore Banyan. Muito feliz e animada, a serva disse:

–  Minha senhora Sujata! O deus-árvore está meditando ao pé da árvore. Quanta sorte você tem de ter o deus em pessoa para aceitar sua comida.

Sujata também estava feliz e animada e dançou de alegria com a sua serva. Elas então se esforçaram ainda mais para preparar o leite doce com arroz, colocando-o em uma tigela de ouro.

Tomando o delicioso leite doce com arroz, ambas foram até a figueira e Sujata viu o que ela considerava ser o Deus-árvore. Ele era bonito e de aparência dourada e sentou-se serenamente em meditação.

Ela não sabia que ele era de fato o Sidarta Gautama.

Ela fez uma reverência respeitosa e disse:

–  Senhor, aceite minha doação de leite doce com arroz. Que você seja bem sucedido em obter seus desejos como eu fui.

No início, Gautama não aceitou, ele não queria quebrar os seus votos. Mas Sujata insistiu, então ele aceitou e comeu o leite doce com arroz e depois banhou-se no rio Neranjara.

Depois que Gautama recuperou sua força, ele percebeu que as duras austeridades e o sofrimento do corpo não eram o caminho para alcançar a iluminação.

Quando ele terminou, pegou a taça de ouro e jogou-a no rio, dizendo:

–  Se eu tiver sucesso em me tornar um Buda hoje, deixe esta tigela subir a corrente, mas se não, deixe ir seguir a corrente.

A taça de ouro subiu a corrente acima do rio, depois manteve-se o tempo todo no meio do rio.

 

 

Seus 5 companheiros que faziam as práticas de austeridade, viram que ele havia aceitado uma comida e pensaram que ele havia desistido. Então eles o abandonaram e partiram para um novo local.

Após encontrar a Verdade e realizar a iluminação, Sidarta agora conhecido como o Buda, foi em busca de seus 5 amigos.

Ele lhes contou sobre o que havia descoberto e começou o seu discurso falando sobre não praticar as duras austeridades.

 

 

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Monges, esses dois extremos não devem ser praticados por alguém que decidiu não viver a vida em família.

Quais dois?

Buscar a satisfação nos prazeres dos sentidos é uma busca grosseira, vulgar, mundana, desonrosa e prejudicial, e

Buscar a auto-tortura é uma busca dolorosa, desonrosa e prejudicial.

Evitando ambos os extremos, o Buda realizou o Caminho do Meio,

que eleva a visão trazendo o conhecimento,

seguido por um forte sentimento de paz,

  um notável saber,

     um completo despertar e

       ao Nirvana.

BUDA

VILAREJO DE SUJATA - BODH GAYA


O pior sofrimento é seu apego ao sofrimento, se sua mente estiver lotada de palavras e pensamentos não existe espaço para você.

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About The Author

NANDAN

Quero compartilhar minhas viagens pelo mundo exterior e interior e mostrar que a felicidade é o melhor caminho! Sou um Yogi, formado em odontologia e tenho dedicado meus últimos anos ao trabalho voluntário. Concentrei meus estudos em pesquisas de dores orofaciais e crônicas, o que me levou a fazer uma especialização e mestrado na Escola Paulista de Medicina. Conheci o Yoga em 2003 e mudou a minha vida. Em 2005, eu já morava em Kerala, no Sul da India, onde permaneci por 7 anos em busca da realização através dos ensinamentos do Yoga. Fiz vivências em diferentes centros e tive também a oportunidade de conhecer e conviver com mestres iluminados. O eco no meu coração é Servir!

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