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Mente Vazia?

31 agosto 2018 / By NANDAN
Meditação e Mente Vazia

A mente nunca está totalmente vazia, então o termo “mente vazia” está mal interpretado.

A busca de uma mente vazia é um grande erro de interpretação. A palavra vazio tem diferentes conotações e muitas delas negativas.

Quando você escuta alguém dizer:

-Estou sentindo um vazio!

O que você sente?

 

Uma expressão mais adequada seria esvaziar a mente turbulenta… aquela mente que não para de pensar e só te causa problemas.

Seria como uma piscina com a água toda agitada em um dia de chuva, onde cada gota seria um pensamento agitando ela.

Então esvaziar a mente, seria diminuir a quantidade de pensamentos e acalmar a mente.

No estado meditativo, a última coisa que você vivencia é um vazio…

No estado meditativo, você vivencia uma plenitude!

 

Vazio ou plenitude?

Se a mente não é para estar vazia, ela deve estar plena do que?

Imagine que cada pensamento contém a energia para acender uma lampada.

Sua mente turbulenta acende cerca de 50.000 lampadas por dia.

Agora, imagine passar um dia sem acender uma lâmpada…

Essa energia que você não gasta, gera uma plenitude de possibilidades.

Estar com uma mente livre de pensamentos turbulentos é estar com todas as suas faculdades e habilidades em sua máxima plenitude de possibilidades.

Então imagine uma piscina com a água completamente parada e uma única gota de chuva cai em seu meio… você pode ver perfeitamente as ondas se formando e a água se movimentando.

Essa é uma experiência que lhe trás um sentimento de bem estar, equilíbrio e harmonia.

Assim é uma mente em seu estado de plenitude, ela não está vazia… ela está plena… cheia de energia… alegre… tranquila… contemplativa… equânime…

 

 

O Templo da Caverna de Dambula no Sri Lanka

O Vazio e o Budismo

Esse erro de interpretação também começou quando se traduziu a palavra do budismo “Śūnyatā“, pois “śūnya” significa zero, nada ou vazio e “ta” significa um estado ou condição.

Um termo do inglês usado para se traduzir essa palavra é “emptiness”, que é formado pelas palavras “empty” que significa vazio e “ness” significa um estado ou condição.

Mas no português, se traduziu apenas como vazio.

Se fossemos utilizar uma tradução no português seria algo como “vaziedade” ou “vacuidade”, mas nunca vazio.

O segundo erro é colocar esse termo fora de contexto, pois o termo “vaziedade” significa simplesmente que não se pode identificar como si próprio ou ter algo relacionado com o próprio eu ou uma vaziedade de uma existência inerente.

O estado mental de “vaziedade” seria não acrescentar nada e nem remover nada do que já está presente. Seria permitir observar as coisas como elas estão.

No budismo theravada, sunyata ou suññatā frequentemente se refere à natureza da não-personalidade.

No budismo mahayana, sunyata refere-se ao princípio de que “todas as coisas são vazias de existência e de uma natureza intrínseca”

Durante a meditação, o meditador pode investigar a verdadeira natureza de todas as coisas e nela ele vai encontrar a vaziedade de uma existência inerente.

 

Falando em vazio, isso me faz lembrar que a minha mãe sempre me dizia… “Menino… você não tem nada na cabeça!”

 

Acho que isso era um bom sinal!

 

Por que a sensação de vazio ocupa tanto espaço?

desconhecido


Meditar vai lhe ensinar a compreender a relação da sua mente e de seu corpo.

Eu gostaria de convidar você a aprender uma técnica completa de meditação.

Como seus pensamentos ficam pulando o tempo inteiro, você muitas vezes fica como um fantoche nas mãos dele… pulando de uma coisa para outra sem se dar conta.

Este é um Curso Online simples e completo com instruções passo a passo para você meditar corretamente, pois a sua mente é a fonte da sua felicidade.

 

About The Author

NANDAN

Quero compartilhar minhas viagens pelo mundo exterior e interior e mostrar que a felicidade é o melhor caminho! Sou um Yogi, formado em odontologia e tenho dedicado meus últimos anos ao trabalho voluntário. Concentrei meus estudos em pesquisas de dores orofaciais e crônicas, o que me levou a fazer uma especialização e mestrado na Escola Paulista de Medicina. Conheci o Yoga em 2003 e mudou a minha vida. Em 2005, eu já morava em Kerala, no Sul da India, onde permaneci por 7 anos em busca da realização através dos ensinamentos do Yoga. Fiz vivências em diferentes centros e tive também a oportunidade de conhecer e conviver com mestres iluminados. O eco no meu coração é Servir!

Blog Comments

Oi Nandan, Gostei do seu comentário sobre `vaziedade´ muito bem colocado. Eu moro em Dharamsala e estudo o budhismo Mahayana aqui desde 1992. E nunca gostei do uso da palavra vacuidade como tradução de `emptiness´, pois não significa minimamente o real significado da `shuniata´ na lógica budista… Nas minhas traduções sempre usei ´vazio de existência inerente. Finalmente dois anos atrás descobri que existe a palavra vaziedade e que não é um neologismo, como muitos diziam. Desde então sempre a uso. E fiquei feliz de ler esse artigo seu. Muito obrigada e boa sorte. Bia Bispo

Oi Bia! Tashi Delek! Uma honra receber uma mensagem sua!!! Eu “já te conheço” ou quase… sou amigo da Karen que também mora ai… Quando estive em Dharamsala, você estava em viagem e infelizmente não pudemos nos conhecer, mas tenho certeza que teremos uma oportunidade de nos conhecer! Eu concordo plenamente com você e com seu comentário. Gratidão por compartilhar!!!

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